segunda-feira, 15 de julho de 2013

Um registro, por favor

de algo bom que ouvi hoje.
[E finalmente um post realista, não romântico!]

Última aula de Estudos e Práticas da Palavra, [inspiradora] disciplina cursada neste primeiro semestre do Mestrado em Artes Cênicas. Após uma série de textos escritos e compartilhados, vocalizados e performados com colegas e professora, num de nossos últimos exercícios, lemos, cada um, um texto de um colega anônimo, dos que produzimos ao longo dos encontros. Da leitura do meu, ouvi o seguinte comentário: que fosse o texto, este ou outro qualquer, lido por qualquer outra pessoa, ainda assim se ouviria a minha voz, por que tenho uma sensibilidade muito particular e reconhecível. 

Abaixo, um breve "perfil do autor" que o leitor, no caso, um colega, teve que escrever a partir do texto lido.
PS: Não foi a mesma pessoa que fez o comentário que transcrevi acima.


sábado, 13 de julho de 2013

Donde o título deste sítio

Pra onde vão os trens, meu pai? Para Mahal, Tamí, para Camirí, espaços no mapa, 
e depois o pai ria: também pra lugar algum meu filho, tu podes ir e ainda que se mova o trem, tu não te moves de ti.

HH

sábado, 1 de junho de 2013

Classificados

'(...)
Serei o que achares conveniente
Serei para ti mais que um cão
Uma sombra que te aquece
Um deus que não esquece
Um servo que não diz não
Morto teu pai serei teu irmão
Direi os versos que quiseres
Esquecerei todas as mulheres
Serei tanto e tudo e todos
Vais ter nojo de eu ser isso
E estarei a teu serviço
Enquanto durar meu corpo
Enquanto me correr nas veias
O rio vermelho que se inflama
Ao ver teu rosto feito tocha
Serei teu rei teu pão tua coisa tua rocha
Sim, eu estarei aqui'


Paulo Leminski, Amar você é coisa de minutos...

quarta-feira, 29 de maio de 2013

anoiteceu pela manhãzinha

às nove da manhã, a luz já era de seis da tarde
algo me atravessa a passagem
e acompanho com o olhar, surpresa, ausente
ainda importa
mas, já não importa
por que, na volta, a chuva cai como maré d'água
me recolho em casa
mas a vontade?
é de sair para fora de todas as sacadas, de todas as lógicas

domingo, 26 de maio de 2013

Por que a coisa tá tão boa (e sempre pode melhorar),

"Tinha medo de tudo aquilo que não ficava, de tudo aquilo que não permanecia."

sobre a Diva, em Como se fosse...